sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O Último Voo do Flamingo

O Último Voo do Flamingo, de Mia Couto, relata a passagem de um inspetor das Nações Unidas, de origem italiana, pela vila de Tizangara, em Moçambique. A história é contada de acordo com os depoimentos e confissões presenciadas pelo “Tradutor de Tizangara”. O narrador nos conta que, certo tempo depois de “findada” a guerra em seu país, alguns soldados da onu explodiram. “Simplesmente, começaram a explodir. Hoje, um. Amanhã, mais outro. Até somarem, todos descontados, a quantia de cinco falecidos.

O ultimo vôo do flamingo: Publicacao da obra

                   O utilmo vôo do flamingo é da editora Mia Couto , o livro relata a passagem das nacões unidas , de origem italiana , pela vila tizangara , em Moçambique que vivia em momentos de reestruração social e politica.Esse romance ele retratar o livro de forma de uma critica em guerra , ironia e humorada . E uma obrar que pulsar uma grande força humanista depois da guerra da independecia .
                  A obra é  abordagem do periodo pós-guerra civil no pais sobre os tempos em que estiveram em moçambique que os soldados da ONU que veio com a missao de manutenção de paz.
                 A epóca do livro seria entre 1992 e 1994 , quando o exército da ONU entra em Moçambique para acabar com as guerras civis constantes , inclusive entre os dois principais politicos Frelimo e Renamo ,e estabelecer a paz o liro tem um caráter extremamente liberais mas com fundo politico
                Tudo comeca um misterio: Os militantes da ONU estão explodindo , só sobrando o pénis e o capacete azul, no trama aparecem diversos personagens como a investigação da ONU . maximo Rezi , um Italiano , para quem no filme as personagem vai servir de tradutor e prostituta da cidade Ana deusqueira , trazendo humor irônico e debochado das autorizadas de tizangara cidade.

              
                

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O último vôo do flamingo

Comentário  sobre a Obra  :

       - É  um  romance escrito por Mia   Couto , é uma obra em que pulsa uma grande força humanista: depois da guerra de Independência e dos anos de guerrilha, Moçambique vive um momento de reestruturação social e política  ,  o livro  aborda sobre o período pós-guerra civil no país, uma ficção sobre os tempos em que estiveram em Moçambique soldados da ONU integrados na missão de manutenção de paz. O romance narra estranhos acontecimentos de uma pequena vila imaginária, Tizangara, ao sul do país.

   Trecho :

"Há aqueles que nascem com defeito. Eu nasci por defeito. Explico: no meu parto não me extraíram todo, por inteiro. Parte de mim ficou lá, grudada nas entranhas de minha mãe. Tanto isso aconteceu que ela não me alcançava ver: olhava e não me enxergava. Essa parte de mim que estava nela me roubava de sua visão. Ela não se conformava:
- Sou cega de si, mas hei-de encontrar modos de lhe ver!
A vida é assim: peixe vivo, mas só vive no correr da água. Quem quer prender esse peixe tem que o matar. Só assim o possui em mão. Falo de tempo, falo de água. Os filhos se parecem com água andante, o irrecuperável curso do tempo. Um rio tem data de nascimento?"

       Para falar de uma vila onde “acontecimento era coisa que nunca sucedia”, e que só “os factos são sobrenaturais”, Mia Couto parece tomado por um encantamento pela linguagem. Ele mistura num as culturas tradicionais africanas e a cultura ocidental, o português “colonizador” com as variantes dialetais da população moçambicana , há um glossário no final do livro e também  o uso de desconstrução de provérbios e ditos populares .
        



O Último vôo do Flamingo

comentário  sobre  a personagem  -  Ana Deusqueira:

A  Ana  Deusqueira   era uma prostituta bastante conhecida na vila , ela foi chamada porquê  tinha um pênis  no meio da vila , por ser bastante conhecida pelos Homens  , á chamaram para que ela identificasse  de quem seria o pênis que alí se encontrava  e que deixou todos da vila curioso para saber de quem seria .
    Chegando lá e olhando para o pênis , Ana Deusqueira  disse que pelo volume não era de alguem que morasse na vila , pois disse ela que  nunca tinha visto um pênis tão imenso como aquele  que estava  no meio da vila .

    

Critica

O livro O ultimo vôo do flamingo é uma obra que aborda o período de uma guerra civil. Depois da guerra, Moçambique começou a viver um momento de reconstrução social e política. O livro começa com o encontro de um pênis do soldado das nações unidas que foi explodido, no qual só essa parte do corpo foi a que sobrou, por causa desse episodio inicia-se um investigação para descobrir o que a por trás desse mistério de corpos de soldados que começaram a  explodir subitamente em uma vila, esse mistério se dar por toda a historia do livro.
A obra de Mia Couto direciona o olhar para Moçambique e como ela prosseguiu depois da guerra e a sua independência.

Erica Larissa

teimosa presença

TEIMOSA PRESENÇA
Eu continuo acreditando na luta
Não abro mão do meu falar onde quero
Não me calo ao insulto de ninguém
 Eu sou um ser, uma pessoa como todos.
Não sou um bicho, um caso raro ou coisa estranha
Sou a resposta, a controvérsia, a dedução
A porta aberta onde entram discussões
Sou a serpente venenosa: bote pronto
Eu sou a luta, sou a fala, o bate-pronto
Eu sou o chute na canela do safado
Eu sou um negro pelas ruas do país.

Obs: que o negro escravo acredita na sua liberdade e segue na luta. Quando ele se fala : “Eu sou o chute na canela do safado” parece que ele fala do descriminalizador ,
Além disso, o (sub) mundo ocupado pelo negro são “as ruas do país” - aliás país erguido com a disposição compulsória de braços e ventres africanos

Resumo, opinião sobre o livro


O Último Voo do Flamingo mistura a fantasia com a realidade, incluindo diversos elementos da cultura de Moçambique, ditos e lendas, junto com personagens que ironizam a situação, ao lado de um estrangeiro que tenta entender tudo que se passa pela cidade de Tizangara (cidade fictícia). O autor Mia Couto, utiliza-se de várias palavras provindas de Moçambique, dando ao leitor mais um motivo para ficar imerso nesse livro.
O contexto do livro é pós-guerra de independência, onde são mandados alguns soldados da ONU para ‘manter a paz’; quando cinco deles explodem (situação ironizada por Ana Deusqueira, visto que milhares de pessoas morreram na guerra, e agora com a morte de apenas cinco pessoas, cria-se um estardalhaço), a ONU envia Massimo Risi para descobrir a causa dessas explosões, junto a um tradutor, que relata esta história.
Esse livro chamou minha atenção logo em seu prefácio, mais precisamente no segundo parágrafo deste, onde o Tradutor de Tizangara transcreve um pouco da sua opinião sobre os acontecimentos:
“Estávamos nos primeiros anos do pós-guerra e tudo parecia correr bem, contrariando as gerais expectativas de que as violências não iriam nunca parar. Já tinham chegado os soldados das Nações Unidas que vinham vigiar o processo de paz. Chegaram com a insolência de qualquer militar. Eles, coitados, acreditavam ser donos de fronteiras, capazes de fabricar concórdias.”
Em conclusão, O Último Voo do Flamingo mostra-se misterioso e envolvente do começo ao fim, sem perder seu lado crítico e com engajamento político; recomendo a leitura deste para todos que gostam de literatura contemporânea, e humor satírico de qualidade. 
 
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