O livro traz mistura entre a verdade e ficção; tendo como verdade o que tem acontecido em algumas vilas moçambicanas e em outros lugares: destruição, abuso do poder dos chefes, superstição, desconhecimento de alguma tecnologia avançada.E no seu estilo Mia couto prende o leitor até ao desfecho do romance , que é relatado á noite, o narrador, sem ser visto segue o pai até a margem do Rio Madzima, lugar sagrado, para presenciar o pai pendurando os próprios ossos na árvore. Os três dormiam no relento, quando o narrador acordou e deparou-se com um enorme abismo jamais visto e que fez sumir tudo:
"Árvore: nem sombra, nem sombra. Os ossos tinham-se ido no vazio. Como a inteira paisagem, a casa, a vila, a estrada, tudo engolido pelo vácuo. Que se passara ? Um homem faz um grande buraco, sim. Muitos homens fazem um buraco muito enorme. Uma cova daquela dimensão, porém , aquilo era obra da sobrenatureza.
Chamamos o italiano que se inacreditou: o país inteiro desaparecera? Sim, a nação fora engolida nesse vácuo. Face a última berma do mundo, perante a maior fenda que ele ja mais vira, Massimo Risi se boquiabria - Os meus relatórios ?!?! Onde estão os meus files ?"
O Velho e Zeca Andorinho já tinham pressentido o fato, ja que tinha sido avisados pelos espíritos que aquilo iria acontecer e foi contra os governantes ambiciosos e corruptos em terras africanas.
Massimo estava preocupado com os relatórios porque sem isso não teria como relatar para seus superiores o desaparecimento de um pais inteiro.
Por Caroline Galvão

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