Nesse capitulo, o
Italiano sai cedo com Temporina, para ir ao rio se despedir do padre Muhando e
o tradutor vai à casa de Estêvão Jonas para avisar que o delegado da ONU se
preparava para ir embora. Mas quando ele chega, ele vê uma confusão. Estêvão Jonas, Chupanga e Ana Deusqueira, mas ninguém
reparou a presença dele. Estêvão Jonas estava
segurando Ana Deusqueira por um braço, empurrava
ela contra a parede e a xingava, culpando-a pelas mortes dos soldados. Quando o
rosto dela estava sangrando, o tradutor deixou-se ver, pensando em parar a
violência para com a prostituta. Quando o administrador o vê, apronta-se em
manda-lo sair, porém Ana Deusqueira revela que ele é o culpado pelas mortes dos
soldados.
“ - És tu que estás a matar pessoas. És tu, Estêvão Jonas.”
Com isso, conclui-se o
que estava acontecendo, o motivo de tantas explosões e tantas mortes: “Passava-se,
afinal, o seguinte: parte das minas que se retiravam regressava, depois, ao mesmo
chão. (...) No final da guerra restavam minas, sim. Umas tantas. Todavia, não
era coisa que fizesse prolongar tanto os projetos de desminagem. O dinheiro
desviado desses projetos era uma fonte de receita que os senhores locais não
podiam dispensar. Foi o enteado do administrador quem urdiu a ideia: e se
aldrabassem os números, inventassem infindáveis ameaças?
Valia a pena. Plantavam-se e desplantavam-se minas. Umas mortes à mistura até
calhavam, para dar mais crédito ao plano. Mas era gente anônima, no interior de
uma nação africana que mal sustenta seu nome no mundo. Quem se ocuparia disso? "
Nesse trecho do livro, Mia Couto fala sobre as mortes que estavam acontecendo em Tizangara. Por serem pessoas de uma nação pobre, e africana não trariam repercussão nenhuma as suas mortes, poderiam morrer quantos fossem, a ONU não mandaria investigar e não daria importância a isso, como no inicio do livro, onde Ana Deusqueira ironiza sobre a ONU, que na época da guerra nunca mandou soldados para pacificar, mas quando a guerra acabou, enviou soldados para "manter a paz".
As mortes dos “capacetes
azuis”, que eram os soldados da ONU prejudicou a trapaça, atraíram para
Tizangara atenções indevidas. “A verdade das
minas pedia provas de sangue. Mas sangue nacional. Nada de hemorragias transfronteiriças.
Perante o transbordar do escândalo, o administrador chamou o feiticeiro e deu
ordem para que aquilo terminasse de imediato. Mais nenhum soldado da ONU
poderia desaparecer.”

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