quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Resumo, opinião sobre o livro


O Último Voo do Flamingo mistura a fantasia com a realidade, incluindo diversos elementos da cultura de Moçambique, ditos e lendas, junto com personagens que ironizam a situação, ao lado de um estrangeiro que tenta entender tudo que se passa pela cidade de Tizangara (cidade fictícia). O autor Mia Couto, utiliza-se de várias palavras provindas de Moçambique, dando ao leitor mais um motivo para ficar imerso nesse livro.
O contexto do livro é pós-guerra de independência, onde são mandados alguns soldados da ONU para ‘manter a paz’; quando cinco deles explodem (situação ironizada por Ana Deusqueira, visto que milhares de pessoas morreram na guerra, e agora com a morte de apenas cinco pessoas, cria-se um estardalhaço), a ONU envia Massimo Risi para descobrir a causa dessas explosões, junto a um tradutor, que relata esta história.
Esse livro chamou minha atenção logo em seu prefácio, mais precisamente no segundo parágrafo deste, onde o Tradutor de Tizangara transcreve um pouco da sua opinião sobre os acontecimentos:
“Estávamos nos primeiros anos do pós-guerra e tudo parecia correr bem, contrariando as gerais expectativas de que as violências não iriam nunca parar. Já tinham chegado os soldados das Nações Unidas que vinham vigiar o processo de paz. Chegaram com a insolência de qualquer militar. Eles, coitados, acreditavam ser donos de fronteiras, capazes de fabricar concórdias.”
Em conclusão, O Último Voo do Flamingo mostra-se misterioso e envolvente do começo ao fim, sem perder seu lado crítico e com engajamento político; recomendo a leitura deste para todos que gostam de literatura contemporânea, e humor satírico de qualidade. 

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