O mais interessante do livro, é poder conhecer a literatura africana. E tem personagens interessantes e muito engraçados, por exemplo Temporina que tem rosto de velha e corpo de jovem, e engravida pelo investigador estrangeiro em sonho. Tem um personagem que ao tocar em mulher, suas mãos esquentam! Tia Hortênsia a qual morreu e virou Louva-à-deus, a mãe do narrador (eu lírico) que é cega apenas para o filho com o qual fica de mãos dadas esperando o último Flamingo voar nos finais de tarde. E esses tipos de acontecimentos, sobra para o italiano Massimo Risi esclarecer aos seus superiores os fatos concretos. Na obra também se pode perceber sarcasmo, um grande exemplo é quando se encontra o pênis decepado e chamam a prostituta Ana Deusqueira para identificar o “todo pela parte”, literalmente rs.
O autor faz uma crítica bem feita da guerra e a miséria que tomou conta de Moçambique - como mandar ajuda no território com a guerra terminada-, mas também uma boa história em que poesia e esperança dependem da capacidade narrativa de contar a própria história com vozes africanas. Só eles sabem que o vôo do flamingo faz o sol voltar.quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário