quarta-feira, 26 de outubro de 2011

As Minas



No decorrer de todo o livro, o que mais me chamou atenção foram as minas.  Massimo Risi, veio da Itália com a missão de descobrir o culpado pelas explosões dos cinco soldados da ONU, para conseguir uma promoção que esperava há muito tempo. De ínicio, se achava que os soldados se explodiam do nada, ou que a temperatura das mulheres Moçambicanas era tão quente, que os homens explodiam quando as tocavam, mas quando o livro se desenvolve, fica claro que as explosões se dão pelas minas. No capitulo 16, o administrador suspeita de que o padre Muhando colocava as minas, mas vendo que ele não era capaz de colocar minas, levanta suspeita contra Ana Deusqueira, mulher a quem mostra aversão: “Ela é uma má-vidista, mulher de pronto-pagamento, cujo corpo já foi patrocinado pelo público masculino em geral. Mesmo sobre a minha vida essa cuja Ana já espalhou confusão, criando tristes dicências sobre a minha digna conduta. (...) Qual o propositado objetivo dessa Ana? Para mim é vingança. Não esqueçamos que ela foi presa e transferida para um campo de reeducação aquando da Operação Produção. Ou pode ser um caso comigo, envolvimento mal resolvido. Desses: amor com amor se apaga.”

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 “Estou quase terminando. Só adianto um aviso: quando caminhar olhe bem onde pisa. Eu lhe fiz o likaho de cágado para lhe proteger. Mas você nunca, mas nunca, pise qualquer maneira. A terra tem seus caminhos secretos. Está-me dar entendimento? O senhor lê o livro, eu leio o chão.”
Nessa fala a Massimo Risi, o feiticeiro diz-lhe para tomar cuidado, andar olhando para o chão, pois no chão ficavam as minas, e se ele não lesse o chão, poderia pisar em uma, e acabaria explodindo. 

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