No decorrer de todo o
livro, o que mais me chamou atenção foram as minas. Massimo Risi, veio da Itália com a missão de
descobrir o culpado pelas explosões dos cinco soldados da ONU, para conseguir
uma promoção que esperava há muito tempo. De ínicio, se achava que os soldados
se explodiam do nada, ou que a temperatura das mulheres Moçambicanas era tão quente, que os homens explodiam quando as tocavam, mas quando o livro se desenvolve, fica claro que as
explosões se dão pelas minas. No capitulo 16, o administrador suspeita de que o
padre Muhando colocava as minas, mas vendo que ele não era capaz de colocar
minas, levanta suspeita contra Ana Deusqueira, mulher a quem mostra aversão: “Ela
é uma má-vidista, mulher de pronto-pagamento, cujo corpo já foi patrocinado pelo
público masculino em geral. Mesmo sobre a minha vida essa cuja Ana já espalhou confusão,
criando tristes dicências sobre a minha digna conduta. (...) Qual o propositado
objetivo dessa Ana? Para mim é vingança. Não esqueçamos que ela foi presa e
transferida para um campo de reeducação aquando da Operação Produção. Ou pode
ser um caso comigo, envolvimento mal resolvido. Desses: amor com amor se apaga.”
#
“Estou quase terminando. Só adianto um aviso: quando caminhar olhe bem onde pisa. Eu lhe fiz o likaho de cágado para lhe proteger. Mas você nunca, mas nunca, pise qualquer maneira. A terra tem seus caminhos secretos. Está-me dar entendimento? O senhor lê o livro, eu leio o chão.”
“Estou quase terminando. Só adianto um aviso: quando caminhar olhe bem onde pisa. Eu lhe fiz o likaho de cágado para lhe proteger. Mas você nunca, mas nunca, pise qualquer maneira. A terra tem seus caminhos secretos. Está-me dar entendimento? O senhor lê o livro, eu leio o chão.”
Nessa fala a Massimo Risi, o feiticeiro diz-lhe para tomar cuidado,
andar olhando para o chão, pois no chão ficavam as minas, e se ele não lesse o
chão, poderia pisar em uma, e acabaria explodindo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário