Em 25 de junho de 1975, Moçambique livrou-se do domínio colonialista Português e foi aceito como membro da ONU (Organização das Nações Unidas). Tomando a frente de Libertação de Moçambique, A FRELIMO, responsável pelo futuro do povo moçambicano.
É instaurado, em 1977, o regime do partido único pelo partido operário e camponês de Moçambique, antigo FERIMO. Fazendo o estado testa de ferro do partido; assinando um tratado de amizade com a URSS, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (...); excluindo os opositores do sistema político adotado. Assim, surgiram os fatores à Guerra Civil, onde a RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana) era o adversário.
Após 1 Milhão de mortos e 1,7 Milhão de refugiados, e com o fim da URSS, Moçambique conseguiu instaurar um conturbado acordo de paz entre os cidadãos, durante o ano de 1992.
Em quinze anos de Guerra Civil foram plantadas 2 Milhões de minas terrestres no território moçambicano. Com o fim da Guerra Civil, a área rural tinha 123 dos 128 municípios de Moçambique comprometidos por minas terrestres. Sendo marcada na história de Moçambique a retirada de 1% do total dos explosivos. Na maioria das vezes plantadas em meio a plantações e a pastos, com o objetivo de levar homens, mulheres, crianças e idosos opositores do sistema político à prostação por falta de alimentos. Utilizando a tática do terror constate na vida do povo mais indefeso, o povo da roça, fazendo com que eles fornecessem mão de obra à Guerra do Povo.
(Referência: UFBA VESTIBULAR 2012-2013 - Estudo Completo das Obras Literárias; Copyrigth © 2011, Anya Moura / Renato Dórea / Zé Carlos Bastos)

A obra começa com um fato insólito: um pênis é encontrado no meio da rua de Tizangara. Mais um soldado das Nações Unidas havia explodido e aquilo era a única coisa que restara dele.
ResponderExcluiro livro é abordagem sobre o período pós-guerra civil no país, uma ficção sobre os tempos em que estiveram em Moçambique soldados da ONU integrados na missão de selar a paz. O romance narra estranhos acontecimentos de uma pequena vila imaginária, Tizangara, ao sul do país.nessa trama aparecem diversos personagens como o investigador enviado pela ONU, Máximo Rizi, um italiano, para quem nosso narrador personagem vai servir de tradutor e a prostituta da cidade Ana Deusqueira, trazendo humor irônico e debochando das autoridades de Tizangara (cidade)e ele tem caráter extremamente literário mas com fundo político.
A obra redimensiona o olhar sobre Moçambique, um dos países mais pobres do mundo, recém-saído de três décadas de guerra civil fratricida, que matou ao menos 16 milhões de pessoas nesse período (em 2000, quando o livro foi publicado, comemorava-se os 25 anos de independência de Moçambique)."
ResponderExcluirMia Couto soube criar o suspense para que passemos toda a narrativa tentando descobrir a causa da explosão dos soldados. Soube como ninguém manejar seu discurso literário ora fantástico, ora poético, ora divertido e irônico.