“O padre Muhando já falara contra esse preconceito. O pensamento do sacerdote ia direito no assunto: mulatos, não somos todos nós? Mas o povo, em Tizangara, não se queria reconhecer amulatado. Porque o ser negro – ter aquela raça – nos tinha sido passado como nossa única e última riqueza. E alguns de nós fabricavam sua identidade nesse ilusório espelho.”
“O inferno já não agüenta tantos demônios. Estamos a receber os excedentes aqui na Terra. Um gênero de deslocados do Inferno, está entender? E nós, os antigos revolucionários, fazemos parte desses excedentes.”
“Pássaros nenhuns não havia. Tudo em liso silêncio. Mas meu pai, só ele escutava o rouco grasnar dos flamingos. Dívida que ele tinha com as aves pernaltas. Os pescadores chamam-lhes os ‘salva-vidas’. No meio da noite, em plena tempestade, quando se perde noção da terra, é a presença e a voz dos flamingos que orienta os pescadores perdidos”.
“Viver é fácil. Até os mortos conseguem. Mas a vida é um peso que precisa ser carregado por todos os viventes.”

trabalhar com esse livro na minha opinião foi maravilhoso,porque o livro conta a história de Moçambique no periodo pós-guerra civíl no pais,tem um personagem que se distaca no livro porque ela é bem disbocada , fala tudo que pensa para as autoridades. E a minha postagem eu pesquisei e botei ums trechos qui eu achei mais interesante do livro que fala sobre o preconceito,fala do inferno que a cidade se torno,do flamingo e da vida. Ass: Tailane B.Brito
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